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Venezuela: aos 12 anos do golpe de estado
19 de abril de 2014
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Reunião com Unasur: Diálogo pela Paz na Venezuela

Aos 12 anos do golpe de estado de 11 a 13 de abril de 2002 contra Hugo Chávez, paira sempre no ar a ameaça da reedição do mesmo, agora contra o presidente constitucional Nicolás Maduro. São os mesmos sinistros autores, os opositores burgueses contra o projeto transformador socialista da imensa maioria dos trabalhadores: a chamada MUD (Mesa de Unidade Democrática), partidos como Copei, Adeco e políticos golpistas como Capriles Radonski, que há 3 dias sentaram na mesa do Diálogo Nacional convocada pelo governo democrático de Nicolás Maduro, e com o acompanhamento da UNASUR, através dos chanceleres do Equador, Brasil e Colômbia (*). São os mesmos, cúmplices das ações golpistas de 2002, hoje, mais divididos na disputa pelo poder, com apoio midiático transnacional e mecanismos mais sofisticados de fabricação de mentira e desinformação em redes sociais, mas com a mesma tática que começa com “panelazos”,  mobilizações pequeno-burguesas, provocações, auto-atentados e terminam unidos por trás de ações paramilitares e golpe de estado contra o povo; e com ordens supremas de Obama e daqueles que no desespero do império capitalista, estão vendo por onde lançam a guerra na América Latina.

 

Este chamado “Diálogo pela Paz com Justiça” no palácio Miraflores, entre governo e oposição, mostrou o esforço necessário por parte do presidente Maduro de neutralizar a intenção golpista da direita. Participaram 11 altos dirigentes do governo (com farta tradição revolucionária e preparação chavista) e 11 da oposição (com denotados precedentes golpistas) (**). A resposta dos opositores, televisionada em cadeia nacional da VTV (Venezuelana de Televisión) e por Telesul ao mundo, durante toda a noite de 5a. feira até 2 da madrugada de Caracas, não oferecia nenhuma proposta, ao contrário, tudo se resumia em ataques, mentiras, hipocrisias, onde os violentos passavam a ser vítimas, as chamadas “guarimbas” (barricadas) se qualificafam como “movimentos pacíficos”; entre os 40 mortos, olvidavam que a maioria era povo e militares; não lhes importavam as 11 universidades assediadas pelos fascistas (uma delas, como UNEFA – Universidade Experimental das Forças Armadas totalmente queimada), nem um jardim de infância incendiado com 80 crianças dentro (salvas pelo exército), nem médicos cubanos atacados por fascistas. A mesa opositora não deu um “a” para que cessassem estes atos violentos; a sua única reivindicação era anistia a seus presos, atores de ações criminosas, como se fossem presos políticos. O governo reiterou que aquele era um diálogo de paz, mas com justiça, e que há em curso uma Comissão pela Verdade (à qual os opositores sabotam); deixou claro que o diálogo era entre dois projetos diferentes, e que não se tratava de uma negociação; reiterou o seu projeto socialista e a intenção de seguir adiante. Enquanto Capriles Radonski deixou escapar em palavras, como se o seu braço nazista se levantasse: “ou fazem o que estamos dizendo, ou isso se arrebenta!”, Nicolás Maduro, deixou claro: “aqui em Miraflores, governa a classe operária, e a burguesia nunca mais voltará”.

 

Como evidente, a sombra do golpismo paira no ar. Apesar de que a nível das chamadas Mesas pela Paz, nas outras áreas, como na econômica, o governo e os setores da burguesia industrial nacional estão consolidando acordos e projetos comuns. Rafael Ramires (vice-presidente na área econômica) defende a PDVSA nacionalizada  que antes destinava somente 30% da renda aos projetos sociais, hoje destina 70%, incluindo conhecida “Misión Vivienda” (projeto habitacional para construir 2 milhões de casas populares até 2019, com a cooperação do Brasil, Irã e China, segundo o “Plano da Pátria”, deixado por Hugo Chávez). Ao mesmo tempo, Ramires acelera o debate de como superar o “rentismo” petroleiro. Uma questão central neste momento, a que é preciso chamar a atenção, além de construir a tática das alianças para atrair a pequena-burguesia industrial ou fundiária num projeto de desenvolvimento interno para suprir a dependência às importações, é preciso avançar na afirmação do papel do Estado revolucionário, do Monopólio do Comércio Exterior, para impedir a especulação, a sabotagem econômica, a evasão de divisas, e favorecer o controle social planificado dos preços justos. É importante estimular mais ações de controle operário e fazer com que os trabalhadores dirijam a produção para apoiar, por exemplo o trabalho da SUNDDE (Superintendência Nacional para a Defesa dos Direitos Sócio-econômicos) na aplicação da Ley Orgânica dos preços justos. As tarefas para avançar na Revolução permanente, bem ditas por Trotsky, estão na ordem do dia.

 

Hugo Chávez retorna ao poder na madrugada de 14 de abril de 2002

Hugo Chávez retorna ao poder na madrugada de 14 de abril de 2002

Sem dúvida que, na avaliação dos riscos deste processo, neste período de 12 anos que medeia do golpe de 11 de abril, da resistência popular de 12 de abril que recolocou Hugo Chávez ao poder em 13 de abril de 2002, aos dias de hoje, o processo revolucionário avançou. Não obstante o golpe brutal que acarretou a perda de Hugo Chávez, ele deixou legados marcantes na consciência da maioria do povo, a união cívico-militar, a afirmação dos projetos econômico-sociais bolivarianos, a capacidade de mobilização e organização popular, conselhos comunais e comunas, milícias, um PSUV (que agora caminha para o seu III Congresso), uma América Latina revolucionária, unificada e contando com Unasur, Alba e Celac. Extender e aprofundar os laços de uma Frente Única anti-imperialista, para ultramar, incluindo Rússia e China, é crucial. O momento é mais do que propício e necessário de como a Venezuela avançar nas tarefas de saltar a um efetivo Estado Revolucionário e daí ao socialismo, de como superar a expectativa na legalidade burguesa e evitar um novo Chile, de reforçar o papel de um Partido revolucionário de massas, os órgãos de poder popular, a união cívico-militar.  Quando os opositores chamam o governo a averiguar a ação dos “coletivos”, acusando-os de movimentos armados, quando na realidade são organizações populares de base, de bairro, de mulheres, juventude de esquerda, querem impedir a união do governo com os movimentos sociais combativos e de base. Maduro, não somente rechaçou a acusação da oposição, como se reuniu no dia seguinte com os “coletivos” para defendê-los e impulsioná-los. Foram eles que desceram em massa dos morros pobres do entorno de Caracas (bairro 23 de Janeiro, Cátia, Petare, etc..) em direção ao palácio Miraflores para exigir em 12 de abril de 2002 o retorno de Hugo Chávez sequestrado pelos golpistas de Carmona. Hugo Chávez retomou o governo na noite de 13 de abril, descendo do helicóptero, apoiado pelo povo e pelos militares nacionalistas revolucionários, marcando o triunfo desta revolução que continua. Hoje, 12 anos após, o povo grita nas ruas: “se houver um novo 11, haverá um 12 e um 13”.

 

(*) Chanceler da Colombia, María Holguín; do Ecuador, Ricardo Patiño, e do Brasil, Luis Figueiredo. Participou também o Núncio Apostólico, Aldo Guiordano.

(**)Pela corrente revolucionária do Diosdado Cabello (PSUV), Blanca Eekhout (deputada), Cilia Flores (Primeira combatente), Elías Jaua (chanceler) e Jorge Rodríguez (prefeito de Libertador-Caracas), Jorge Arreaza, (vice-presidente da República) Aristóbulo Istúriz (governador de Anzoátegui,), Rafael Ramirez (vice-presidente para economia); Didalco Bolívar (Podemos), e José Pinto (Los Tupamaros).

Pela oposição: Ramón Guillermo Aveledo (MUD); deputado Henry Ramos Allup (Adeco); el Henrique Capriles Radonski (governador de Miranda); Andrés Velásquez (CausaR); Henri Falcón (governador de Lara); Liboria Guarulla (governador de Amazonas); Omar Barboza ((Un Nuevo Tiempo), e Simón Calzadilla (Movimiento Progresista).

 

Veja vídeos elaborados por ocasião da X FILVEN (Feira Internacional do Livro em Caracas)

 

https://www.youtube.com/watch?v=F6iRnDq3kJ4

Este Primeiro Capítulo se refere à participação do Brasil como convidado de honra, com depoimentos do Embaixador do Brasil na Venezuela, Ruy Carlos Pereira, e de escritores e brasileiros participantes nesta feira. Além disso, o video consta da Abertura e Encerramento da FILVEN, respectivamente com o vice-presidente (Jorge Arreaza) e o presidente (Nicolás Maduro) da República Bolivariana da Venezuela.

https://www.youtube.com/watch?v=WFxUTN3NScs

Este Segundo Capítulo, denominado ” Vozes venezuelanas na X FILVEN”, consta de depoimentos de participantes e visitantes venezuelanos à feira, esclarecendo a situação atual na Venezuela, onde um setor minoritário, oposicionista, trata de desestabilizar o projeto democrático, econômico e social do país, através da violência e da ameaça golpista.


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