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Visita à Expo 2015 em Milão
08 de setembro de 2015 Artigos
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Visita à Expo 2015 em Milão

Na Expo 2015 de Milão, à primeira vista não se veem as multinacionais. A “Slow food”há tempos atrás escrevia no Il Manifesto que a situação da EXPO foi aos poucos se transformando a favor dos grandes em detrimento dos pequenos e médios que estavam na raiz e na razão de ser deste evento internacional em que a visita de alguns, entre os mais importantes dirigentes do BRICs como Lula e Putin e, não somente da Merkel e do próprio Renzi, demonstravam a importância e a transcendência que assinalava o futuro e o destino dos povos e dos países. O que não se vê, não significa que não esteja. A tentativa de dominar os mercados europeus ficou clara com a pressão do Ttip(1) e todos os acordos europeus de modo que isso possa ser introduzido via cavalo de Troia nos países europeus contra o que, de fato, a Expo trata de defender. A Expo demonstra ser um grande sucesso e, vista de perto, se entende ainda com maior força o quanto foi sectária toda a oposição que vários grupos, entre os quais o jornal Il Manifesto, lançaram.

 

O pavilhão russo

 

O pavilhão russo é um verdadeiro evento em si mesmo. Além da refinada arquitetura que espelha girando e duplicando as imagens, com movimento e mesclas, conta a história das lutas para o progresso, através de descobertas científicas em todos os campos que, levaram a uma tal capacidade produtiva de alimentos, de maneira sadia e ecológica, antes mesmo desta situação atual dominada pelas várias Monsanto e empresas capitalistas e imperialistas que visam somente e antes de tudo o lucro e o monopólio. Existem tantas imagens luminosas de cereais, hortaliças e personalidades históricas nas paredes, além de imagens de cientistas russos dos anos 800 ao 900, entre os quais Mendeleev, os alquimistas e tantos outros que fizeram de tudo e com paixão a pesquisa no campo da alimentação. Não bastam algumas horas para poder ver tudo o que o pavilhão russo tem para contar.

 

O pavilhão do Brasil

 

O pavilhão brasileiro é feito de outra massa. Nele reina uma absoluta liberdade e leveza, como um sopro ou um voo. É como uma brisa que se não chega a eliminar o peso das pessoas, torna-as mais leves, fazendo-as caminhar sobre um plano elástico feito de rede e de cabos de aço irregular e, ao andar, querendo ou não, termina-se bailando. O espaço arquitetônico parece nordestino, como o aeroporto de Recife ou da Bahia, todo aberto, sem vidros, delimitado por uma simples e alta estrutura metálica com raios de sol daqui e dali.

 

Muita gente vai passear na Expo, por curiosidade, ou comer e passar um pouco de tempo divagando. Mas não há nada de mal nisso e, através disso, vem o maior conhecimento de um problema básico que é a fome no mundo, a fome zero e, tantas outras questões que estão fazendo explodir este mundo tão desigual, e se concentra toda uma atividade, nas várias regiões da Itália, por anos, no campo da pesquisa e da defesa de um alimento sadio ao alcance de todos.

 

Se há limites, como o fato de que esta divagação e conhecimento surge encobrindo a dura e crua realidade dos imigrantes mortos nos porões dos navios, dos bombardeios sobre Yemen, das atrocidades cometidas pelo ISIS, ou dos preparativos das grandes manovras da Nato nos países do Piigs, é produto da falta de informação. As tragédias que ocorrem no mundo não passam da TV italiana. Não custa nada e é simplista condenar Tsipras ou Syriza, como se tivesse que cobrir os próprios pecados, de ausência de análise, de programas e de intervenções e, se reprova a quem age e se mete.

 

F. Bavar

Desde Itália

 

(1)    O Acordo de Parceria Transatlântica de Comércio e Investimento (APT), mais conhecido como TTIP (em inglês: Transatlantic Trade and Investment Partnership)

 


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